Somos muitos, fazemos mediação cultural e artística em museus, teatros, bibliotecas, escolas, associações e bairros, equipamentos públicos e privados, em todo o país.

Somos profissionais, com percursos e designações diferentes, e trabalhamos muitas vezes isolados. A Rede M — Rede Nacional de Mediadores Culturais e Artísticos nasce para nos juntar.

A Rede tem origem na medida red.M, prevista no Plano Estratégico 2024–2029 do Plano Nacional das Artes. Parte da escuta ativa de quem faz mediação: profissionais com experiência acumulada e com vontade de a partilhar. Temos em comum uma escolha: criar uma rede de profissionais, e não apenas de instituições, porque muitos mediadores trabalham fora delas, ou para várias ao mesmo tempo, e são esses os que menos se fazem ouvir.

Queremos que a mediação cultural e artística seja reconhecida como um campo profissional presente de forma transversal nas decisões das instituições, estruturante das políticas culturais, artísticas e educativas, que produz sentido, relação e conhecimento. 

A Rede M está em construção e quer chegar a todos os que fazem mediação nos campos da cultura, das artes e da educação: dentro e fora das instituições, nos grandes centros, no interior e nas regiões autónomas. A sua organização e o seu funcionamento serão definidos pelos próprios membros.

Entre 2026 e 2029, o Plano Nacional das Artes apoia a constituição e a gestão da Rede, criando condições para a coordenação dos trabalhos, para o encontro, a reflexão e a organização do setor. À medida que a Rede ganhar autonomia, a liderança passará progressivamente para os profissionais.

Orienta-nos uma visão
de democracia cultural,
e cinco eixos guiam o caminho

Formação

para partilhar práticas e aprender entre e com os pares

Visibilização

para dar a ver o trabalho de quem faz mediação

Reconhecimento estratégico

para que a mediação esteja presente nos contextos de decisão, com quem decide, para o bem comum

Condições
de exercício

porque a qualidade da mediação depende de vínculos, tempo e remuneração dignos

Representação coletiva

para ter incidência nas políticas locais, nacionais e europeias